... afinal, demora mas eu volto.
Bom, meu saco para blogs acabou, mas faço um esforcinho pra continuar escrevendo. No mÃnimo, respondendo à s perguntas que eu deixei no último post.
Cesteiro que faz um cesto faz um cento
Enfim, voltei pra USP, tal como um cheque sem fundos. Só tenho quatro dias de aula por semana com a sexta livre, mas ainda assim eu consigo matar um dia de aula por semana, além de sair cedo todas as últimas-aulas pra poder chegar na Barra Funda antes das 13h e não pagar atraso no serviço. Graças a Deus, não tenho aula com nenhum dos professores que me reprovaram quando fiz Letras a primeira vez - isso significa um estÃmulo a mais pra continuar o curso, prestar bastante atenção nas aulas desde o começo pra não perder os detalhezinhos que eu deixei passar e que custaram minha reprovação. Pelo menos análise de poesia está deixando de ser um bicho de setenta cabeças para mim, que odeio poesia. Mas me sinto bem em uma coisa - sou o calouro que mais se dá bem na Letras, o único que obedeceu o prazo para tirar carteirinha de passe - tirei logo quando fiz a matrÃcula e já recebi a minha, o resto do povo nem sabia como fazer e está esperando até hoje. Enfim, poucas pessoas têm ou tiveram a oportunidade de apertar o botão reset em algum aspecto da vida. Estou tendo essa chance de ouro agora e não vou desperdiçar.
Barra Foda é Funda!!
Saà de uma estaçãozinha de interior, Ferraz de Vasconcelos, pra trabalhar na maior estação intermodal do Brasil, como eu tinha dito no post anterior. É uma puta viagem, é muito serviço quando chego lá e, como as pessoas não me conhecem ainda (e, principalmente, não sabem se podem ou não confiar em mim), estou totalmente desenturmado, jogado para escanteio. E como eu não sou lá a pessoa mais sociável do mundo, a tendência é ficar um bom tempo nessa. Pelo menos lá se esquece da vida - por exemplo, um dia que choveu. Todo mundo sabe que São Paulo, a cidade que não pode parar, pára em dia de chuva. Não foi diferente na Barra Funda. O metrô parou de funcionar e todo mundo tava indo pegar o trem. Como as plataformas estavam ficando cheias demais, resolveram restringir o embarque. De que jeito: fechando duas das três bilheterias e deixando aberta somente a que estava a meu cargo - resultado, a fila deu voltas no terminal rodoviário e eu me divertindo pra caramba. Acredita que até de viado me chamaram? heheheheh.
Uma companhia...
Estou há quatro anos sem um relacionamento sério. Em fevereiro conheci um cara que parecia meu reflexo no espelho, só que mais branco: sério, conservador, meio CDF. Amante de ferrovias e muito carinhoso. Parece o sapato perfeito para meu pé machucado. A questão é: EU estou a fim? A gente se encontrou durante todas essas semanas e chegamos a ensaiar um namoro. Mas paulatinamente estamos deixando de ter contato e não sei se eu tenho a vontade de retomar as coisas do jeito que eram. Será que meu coração necrosou?
Será??
Aguardem nos próximos capÃtulos.
PS: Obrigado das visitas. Inclusive da visita do Andy ao meu local de serviço, a Barra Funda. Adorei revê-lo. Um dia ainda vou casar com ele, nem que seja nas próximas vidas, se elas existirem.
Tracionado até aqui por Naná que às 00h46 não tinha nada melhor pra fazer...
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