Tacones lejanos
... traduzindo do espanhol (uma tradução bem livre), "Salto distante".
Dame tus sueños para hacerte una diadema dame el pasado para no quitarte el tiempo que lo que te está sobrando a mí me salva la vida...
Dame tu llanto para llorarlo contigo dame el misterio de tus ojos cuando duermes dame el aire cuando exhalas, para ver si te respiro...
Quítate un beso, póntelo donde prefieras, dame un pretexto para reestrenar mi vida dame lo que quieras darme, quítame lo que tú quierassssss
(Ricardo Arjona, Dame)
Uma semana sem atualizar. Terá acontecido muita coisa de interessante? Resposta: SIIIMMM
... pelo menos pra mim.
"VocêJáViuÔnibusDeSalto?"
Caso não, aí vai uma foto:

Et voilà o ônibus de Salto! Isso porque vocês não viram a “SantaDeSalto”. Acho que eu já comentei sobre ela em outro post... Ou vocês imaginaram um ônibus que andasse pelo asfalto fazendo “poc-poc-poc” e dando show em boates por aí?
É, comecei do final. Esta é uma das imagens da minha visita a Indaiatuba neste fim de semana. Retribuí a visita que o meu grande amigo Eduardo e seu namorado Gustavo me fizeram em São Paulo há umas semanas.
Passei a semana toda juntando moedas e trocando folga para tornar este fim-de-semana possível. Saí do serviço na sexta-feira às 22h30 direto pra Rodoviária do Tietê pra pegar o último ônibus com destino a Campinas. Cheguei lá só o pó da rabiola. Foi nem tempo de cair no colchão e dormir. Ao acordar, ouço um murmúrio de vozes falando espanhol alegremente na cozinha da casa do Gustavo – era a sua família hispano-paraguaia. Paraguaios de verdade, não são contrabando (risos). Muito legais, eles. Muita ocasião de tirar as teias de aranha do meu espanhol desusado. Pena que da família inteira eu só tirei foto da Preta.

No sábado, fomos conhecer a mágica e misteriosa Estância Turística de Salto, uma cidadezinha cortada pelo rio Tietê onde, se não o salto propriamente dito, pelo menos a poluição do rio é “de Itu”.
Conheci, enfim, a tal “santa de salto”. Só que a tal santa de Salto estava descalça!!!!! pena que de longe não dá pra ver, mas tirei uma foto do dedão do pé da santa pra provar que a tal não usa salto coisa nenhuma.

Ainda pedi pra tirarem uma foto minha com o Tietê ao fundo, de longe, sem saber que eu o veria bem de perto.

Obs. 1) não estranhe os olhinhos fechados. A vida na ferrovia mata qualquer um. Aliás, a tia (paraguaia) do Gustavo começou a despotricar (falar mal) contra os coreanos da fronteira, virou-se pra mim na mesa e comentou “tienes cara de coreano, ¿lo eres?”
Obs. 2) quem está mais feio na foto? Eu ou o rio?... EU? Você ainda não viu o RIO...
De lá rumamos para uma usina hidrelétrica tri-antiga, na beira do Tietê. Lá pude ver o estrago que a poluição aqui em cima faz no rio lá embaixo.

Este sou eu, com meu sorriso carimbado, e o rio-de-café-com-leite ao fundo. O fedor é insuportável pra alguém com olfato, o que, felizmente, não é o meu caso.

No meio da espuma do rio, uma garça sobrevive. Como? E eu sei?

A “ponte-do-rio-que-cai”, que dá acesso à beira do rio. MEEEEEEEEDO ao cubo de atravessar essa ponte, que balança mais que peito de gorda no trem pra Calmon.
De lá fomos para a Estância Turística de Itu, a famosa cidade das coisa-grande. Aqui em São Paulo, pelo menos, essa é a fama que Itu tem: quando se diz que alguma coisa é “de Itu”, se quer dizer que é gigante. Nas lojas de lembrança se vende um tal “melhoral de Itu” do tamanho de um pires.
O Gustavo e o Eduardo quiseram ligar pra Indaiatuba, mas não conseguiram alcançar o fone do orelhão de lá.

Ah, descobrimos num barzinho um orelhão numa altura menor. Só que não tínhamos cartão que coubesse nele...

Depois fomos ao teatro em Campinas assistir a uma adaptação do livro O 3o travesseiro, uma espécie de “best seller gay”. Pena que era proibido fotografar o espetáculo, assim sendo fotografei meus amigos... heheheheh

A peça estava muito boa, apesar de que eu achei melhor o livro, claro. E recomendo que vocês leiam o livro. Autor, Nelson Luiz de Carvalho. Na época em que eu li, a editora era a Mandarim. Tem até comunidade no orkut.
Na saída, já tarde da noite, fomos ao apartamento do Eduardo a conhecer seus “filhos” – o Otoo e o Hamtaro. Não me pergunte quem é quem, só sei que o Hamtaro sobe no ombro do Eduardo e o Otoo morde.

No domingo fomos à chácara da família do Danilo, amigo do Gustavo. Não tirei foto dele... que lapso! Ele é muito legal, apesar de parecer muito reservado, e tem uma sobrinha LINDA, a Maria Fernanda. Pena que choveu o domingo inteiro. E pena que eu deixei minha porção muquirana aflorar ao descobrir que tem uma linha de ônibus entre Indaiatuba e Jundiaí cuja tarifa é R$ 3,00 (a linha Indaiatuba-São Paulo direto é R$ 17,00 e em Jundiaí eu poderia pegar o trem de graça até minha casa). Como o ônibus saía às 17h de Indaiatuba, tive que abrir mão do resto do domingo. Poupando os detalhes, saindo às 17h de Indaiá, cheguei às 22h30 em casa. As roupas que eu tinha deixado no varal secando já estavam secas... e todas cagadas de pombo! Nunca mais deixo a roupa mais de um dia no varal.
Este foi meu fim de semana. Novidades, agora, acho que só dia 8, quando sai o resultado da fuDest. Não agüento mais o povo me perguntando “e aí, passou no vestibular?”. Falando em vestibular, quero felicitar a Dani (do blog dos dedo-preto, Dactilusnigrus, que foi aprovada no vestibular para Moda na UEL – Universidade Estadual de Londrina – PR. Eeeeeeeeeee!!
É isso ae, povo. Tenho que lavar de novo a roupa toda cagada de pombo. Abraços pra quem é de abraços. Quem não é de abraços ganha uma banana!
P.S.: Alguém me ensina qual o comando pra colocar LINK aqui? Cansei!
Tracionado até aqui por Naná que às 01h36 não tinha nada melhor pra fazer...
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