Eduardos, Sabrinas, cabines e amores extraños
Y cuando llega el mes de abril y cuando quiero ir al desierto acabo siempre haciendo un nuevo intento por saber de ti... cuando decido mejorar, cuando me digo “esto no es vivir” me desespero y en este mundo no encuentro alivio y apareces en lo ajeno... no sabes cuánto te eché de menos...
tú me besas, yo me hundo y sé que nadie en este mundo apagaría ni tu fuego ni mi sed... ni mi sed...
(Alejandro Sanz, Cómo te echo de menos)
Durante muito tempo na minha vida, essa música esteve relacionada ao David, meu primeiro namorado e uma das únicas pessoas que passaram pela minha vida que o tempo não conseguiu apagar. Cuando hay olas en el mar, cuando hay calma y tempestad (y cuando no también), sempre tentava algo de novo com ele. Foram anos, anos pra me dar conta, enfim, de que ele não queria nada mais do que o meu corpo, talvez saciar um pouco a nostalgia do tempo em que namorávamos. Acho que ambos tentamos, mas não podemos nem ser amigos, muito menos ter contato.
Eu é que não vou contar essa história tooooodinha de novo. Acho que nem interessa pra ninguém.
Eduardo e il suo rico salice
Semana passada (é, faz tempo que eu não escrevo nada) veio a São Paulo o Eduardo, um grande amigo meu de Campinas, que eu conheço há quase seis anos, junto com o Gustavo, sua cara-metade, que eu ainda não conhecia. Aproveitei que eu estava de carro com a minha mãe na Rodoviária do Tietê esperando uma parente nossa e desci pro Centro, na Santa Ifigênia, pra buscar os dois. Fomos até a casa da minha mãe deixar o carro e de lá viemos a Poá de trem. Rimos muito os três juntos, matando mosquitos, passeando no shopping de Mogi das Cruzes (na falta de algo melhor...), falando do sanduíche-iche, que, por sinal, eu ainda nem conhecia a história...

O Gustavo demonstrando sua destreza no “uso da língua” para o papai-noel do brinquedinho do Shopping de Mogi. Nem vou dizer que me matou de vergonha porque eu fui pro shopping de sandália franciscana, camiseta regata surrada, boina e bermudão, com os pés sujos de andar na via (férrea).
Eles me convidaram pra ir pra Indaiatuba passear, ver um pouco de verde (como se aqui em Poá o mato não fosse, digamos, mato de tão abundante) e dar uma esticadinha pra ver a Santa de Salto. Já viu a Santa de Salto? Se você pensou em uma Nossa Senhora Aparecida qualquer usando um plataforma de 25 centímetros ou mais, fique sabendo que perto de Indaiatuba existe uma cidade chamada Salto de Itu, onde existe uma santa. Aliás, até onde me chegam os conhecimentos de língua indígena, a palavra itu queria dizer “salto, cachoeira”... que redundância esse negócio de “Salto de Itu”... acho que é pra dizer que o dito salto (o da santa?) é alto mesmo, gigante, o típico salto de Itu.
Pra não dizer que não falei de flores...

... aí vai uma foto da minha flor, a Sabrina, minha sobrinha tão gostosa, cheirosa, tesuda, tudo-de-bom, linda, bonitona, zoiúda e mais alguns adjetivos carinhosos. Se a conta não está errada, ela tem quatro meses. Vai saber, meu negócio nunca foi a matemática... heheheheh.
Andando na linha uma vez na vida
Ontem, eu, de folga, parei na estação do meu bairro natal (José Bonifácio) para cortar o cabelo. De lá decidi ir a São Caetano do Sul, fazendo baldeação no Brás (centro da cidade). Quando o trem chega, (o/a) maquinista é (um/uma) conhecid(o/a) (meu/minha). Como eu estava pronto pra pegar o trem logo no primeiro vagão, bati no vidro da porta pra dar um oi pra (ele/ela). (Ele/Ela) abriu a porta e falou “entra aí, ninguém ta vendo mesmo...” e assim eu viajei na cabine do maquinista pela primeira vez na vida. Por motivos óbvios não vou dizer o nome (do/da) tão generos(o/a) funcionári(o/a). Mas eu pensei que a rotina de maquinista era algo mais emocionante. Pelo que me foi mostrado, o trem faz tudo sozinho, é só você programar. Tem um pedaço da linha entre Itaquera e o Tatuapé sem nenhuma estação, dá uns 10 minutos ou mais. Dá até pra fazer umas besteirinhas na cabine... heheheheh.
Bom, fico por aqui pra não incomodar quem gosta de ler posts pequenos. Aconteceram muito mais coisas na minha tediosa vida de ferroviário, mas não vou atormentar todo mundo com isso. Pra resumir, tive a miragem de ter encontrado a pessoa ideal... mas foi uma miragem.
Fui.
Tracionado até aqui por Naná que às 23h24 não tinha nada melhor pra fazer...
[ ]
[ Mande esta mensagem pra PQP - Ops, pra mais alguém ler! ]
|