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Não há vestibular que sempre dure
Ven, te daré todos mis sueños, que vivo de ilusiones, y así no sé vivir; aunque no quiera, pienso en ti y el fuego en que me quemo... quiero morir en tu veneno, veneno de tu piel y mi piel...
Alejandro Sanz, Quiero morir en tu veneno
O bom do vestibular é o bom de tudo – um dia ele acaba.
Deixei propositalmente de postar durante esses dias por causa das provas da segunda fase do vestibular da fuDest, para (no meu caso, re)ingressar na USP, a famosa Universidade Sem Professor. Não que os dias tenham sido corridos por causa das provas. É que eu tenho a certeza de que eu ia encher todo mundo com 3 posts seguidos sobre vestibular (à la vestibulando), então deixei tudo pra fazer em um post só.
Domingo, segunda e terça-feiras ABAFADOS... fiz a prova na Unip do Tatuapé, o que foi uma dupla crueldade. Além de ter de caminhar meia hora da estação de trem do Tatuapé até a Unip, o prédio é do lado da sede do Corinthians, onde, no domingo ensolarado da prova de português, centenas de corintianinhos e –inhas LOTAVAM a piscina. E eu, de calça jeans, morrendo de calor, injuriado por perder minhas folgas com vestibular e me segurando pra não dar em cima do fiscal-de-prova, que era um gato (pena que não me deixou tirar foto dele).
Língua Portuguesa, 8 de janeiro
Você, que está lendo, chegou a ler Macunaíma, do Mário de Andrade, alguma vez na sua vida? Pois eu não – e me fodi redondinho. Caiu uma questão sobre a história do herói sem nenhum caráter e eu não sabia nada sobre a obra, além de o fato de o personagem ter sido interpretado no cinema por Grande Otelo e Paulo José. E isso não cai em prova nenhuma. O que eu fiz? Deixei a questão em branco (o que, em se tratando de vestibular da fuDest, pode ser considerado um tiro no pé). Bem... relaxo não é documento. Também não li nada nunca sobre Manuel Bandeira ou Eça de Queiroz (ou será “Queirós”?) e as duas perguntas que caíram sobre cada um deles eu respondi com maestria, graças ao resuminho do Etapa que eu comprei às vésperas da prova. E eu me matando de ler A hora da estrela, da Clarice Lispector (quer dizer, ler o resumo do resumo) e não caiu... Sorte que também não caiu Fernando Pessoa (um tipo portuga que tinha mania de inventar pessoas fora do próprio Pessoa pra assinar as obras dele, além de ter dado um bolo na Cecília Meireles um dia porque o horóscopo disse que o encontro “não seria favorável”). Isso foi a metade Literatura da prova. Teve a parte de Uso da Língua (uhm... trabalhos orais são comigo mesmo... heheheh), na qual valeu de algo minha breve experiência como professor de Português de 2° grau. Na verdade, foi isso que me salvou de um vexame absoluto, tanto na prova como na redação. Onde já se viu fazer vestibular sem estudar?
História, 9 de janeiro
Na entrada da prova de História, percebi que os diferentes cursinhos estavam dando a resolução comentada da prova de Português, do dia anterior. Peguei três (Etapa, Anglo e Objetivo) pra conferir com as bostas que eu tinha escrito na véspera. Não resolveu muita coisa, afinal, porque cada um dos cursinhos deu uma resposta diferente pra cada questão, e nenhuma das três combinava com o que eu tinha escrito. Ou seja, prova de português e futebol são umas calcinhas de surpresa. Abri a prova de História tomado pelo susto que sempre me vem em segundas-fases de vestibular (como se essa não tivesse sido a segunda vez, e sim a décima, que eu passei pra segunda fase da fuDest): ”puta merda, não sei nada”. Acho que isso acontece com todo vestibulando... já de começo a prova perguntava algo sobre os gregos. Putes, quem eram os gregos mesmo? Ahhh... (e a compreensão foi acendendo uma luzinha de colonoscopia no fundo do meu cérebro) era aquele povo dos filmes Alexandre e Tróia, né? Amparado por esse lampejo súbito de lucidez, à pergunta Comente as razões do sentimento de união entre os gregos antigos eu respondi pura e simplesmente que ”era porque eles namoravam os primos e só comiam as primas pra fazer filhos”.
Geografia, 10 de janeiro – hoje
Vendo a resolução comentada da prova de História, vi que teria sido melhor eu ter excluído a parte das primas na pergunta sobe os gregos. Acho que eu enchi muita lingüiça respondendo aquilo. A prova de Geografia foi, de longe, a mais fácil. Falta de água em São Paulo, furacão Katrina, tsunami na Ásia... se for juntar com a pergunta do mensalão que tinha caído na prova de História, era só ler revista semanal (Veja, IstoÉ, Época) ou assistir o Boris Casoy falando que ”é uma verrrrgonha” e pronto, nem precisava estudar pra prova. O mau é que eu só leio a Veja pra ler a coluna do Diogo Mainardi e xingar o dito. Sendo assim, acabei escrevendo que o tsunami que arrasou o litoral de Minas Gerais só não foi a catástrofe do século porque teve o furacão Katrina no Iraque, cujos efeitos se fizeram sentir no estúdio do SBT, desfazendo o laquê da Hebe Camargo. E, além do que, o século está apenas começando. Vai uma pergunta pra você (que quiser responder): você sabe de qual Estado brasileiro veio a árvore chamada Araucária, também conhecida como “pinheiro-do-paraná”? Pois bem, segundo a resolução comentada do Objetivo, veio de São Paulo O . o Se estiver certo, eu rodei bonito.
Além do fiscal-de-prova bonito, tudo o que ficou desses três dias de tortura foi uma senhora dor nas costas. Não quero fazer segunda fase nunca mais na vida. Ou então, no caso de eu ter de fazer, vou levar cola Pritt e um monte de revista velha, pra recortar letrinha por letrinha e poupar o trabalho da minha pobre mãozinha e a paciência dos que vão corrigir os milhões de provas e se deparar com uma letra mais feia que a outra.
Bom, já passou, já passou. Agora é só em fevereiro que vou saber se já passei, já passei. Aliás, que dia mesmo de fevereiro? Nem sei.
Cabou.
P.S.: vencido pela curiosidade, acabei de ver no manual da fuDest que o resultado sai dia 8 de fevereiro e a matrícula, no caso de eu ser aprovado, acontece dias 13 e 14. Nenhum desses dias é folga minha.
Tracionado até aqui por Naná que às 00h13 não tinha nada melhor pra fazer...
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Insônia é um saco!
Déjame quererte tanto que te seques mi llanto que se nuble cada cielo y que llueva hasta hacer charcos déjame besarte tanto hasta que quedes sin aliento y abrazarte con tal fuerza que te parta hasta los huesos
y ahora que estás aquí, yo de nuevo soy feliz pude entender que eras para mí
quiero excederme, perseguirte, pretenderte, quiero amarte noche y día, quiero gastarme la vida...
quiero amarrarte a mis sesenta de cintura, llevarte como un tatuaje, quiero perder la cordura...
Quantos de vocês têm alguém pra quem dizer isso? E entre os que não tem, nos quais me incluo eu, quantos gostariam de ter?
São duas e pouco da manhã e eu não consigo dormir. Comi um box inteiro de yakisoba do China in Box sozinho às 22h e agora meu estômago tá pesado pra cacete. E eu precisava dormir cedo e estar bem descansado amanhã, que vou fazer prova da fuDest. A de Português, que ainda tenho outras duas (História e Geografia, respectivamente) pra fazer na segunda e na terça.
Entre um milhão e duzentas mil pessoas...
Fiz uma conta rápida de cabeça e calculei como sendo essa a população da região chamada Alto Tietê (Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Arujá, Santa Isabel, Biritiba Mirim, Salesópolis e Guararema). Há muitas décadas, um tal de Dr. Kinsey organizou um relatório que pôs os Estados Unidos de cabelo em pé: entre outras coisas, lá diz que pelo menos 10% dos homens de qualquer parte do mundo têm atração pelo mesmo sexo. Se eu incluir o bairro paulistano de Guaianazes nessa conta, a população total vai pra mais de 1.500.000. Dez por cento disso dão uns cento e cinqüenta mil. Imagine... moro numa região com aproximadamente cento e cinqüenta mil gays e estou sozinho!!! Como pode?!
Indo na minha onda hispânica de ter sempre um ditado pra tudo, jogo mais um: quem reza demais por chuva recebe granizo. Quando resolvo fuçar, fuçar e fuçar, qual um palmeirense na lama, pra achar ouro no cascalho, o que encontro? Mais cascalho! Quando não pirita (aquele ouro de tolo, da música do Raul Seixas).
Como uma grande parcela dos jovens da minha geração que podem, freqüento a internet. Vou sugerir à CPTM procurar o cascalho necessário pra asfaltar minha rua de terra na internet... Já fiquei condicionado a pensar que, quando alguém se interessa pelo meu perfil, esse alguém é invariavelmente feio demais ou tem algo que inviabiliza uma relação e, no melhor estilo Ley de Murphy, quando eu me interesso pelo perfil de alguém, esse alguém nem responde às minhas mensagens. Sei que não estou sozinho nisso, mas às vezes é incômodo pensar que, entre esses cento e cinqüenta mil, talvez bem do meu ladinho, pode estar O Cara.
Ah, se foder! Nem sei por que estou escrevendo isso.
Umas fotinhos, pra não perder o costume

Essa é a Vanessa, uma mariposa que apareceu na minha cozinha de repente (Não tenho nenhuma ex- chamada Vanessa, é que, segundo me disseram, a palavra grega para “borboleta” é essa). Bem no alto do armário estava a bichinha. Trepei numa cadeira pra conseguir esse ângulo privilegiado. E, a bem da verdade, quem se importa com isso? Você não? Pois nem eu... heheheheh.
Aliás, estava pensando, entre a infinidade de insetos que povoam meu pobre domicílio, só pros pernilongos eu não arranjei nenhum nome. É uma pena que vocês não saibam mais das minhas relações passadas e nem eu tenho vontade de destrinchá-las aqui. Pensando bem... não tive nenhum namorado que zumbisse no meu ouvido me irritando nem que sugasse meu sangue à noite.
Onde você estava na semana passada?

Pra quem não acredita que passei o réveillon no serviço...
... e nada do sono aparecer. Acho que vou andar pelo bairro. Ou conversar com o vigilante do pátio onde moro, que parece ser bem dotado... uauuuuu!!!
Abraços pra quem é de abraços. Quem não é de abraços ganha minha solene indiferença.
Fui!
Tracionado até aqui por Naná que às 02h42 não tinha nada melhor pra fazer...
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