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Si te divierte verme y te gustan mis besos y me ves como el perfecto compañero de tertulias, si soy tu amigo con derecho mientras te dure la parranda, no te enamoraste de mí, sino de ti cuando estás conmigo...
Cá estou eu, plenas 22h30, sentado na frente do computador pensando em algo de interessante que tenha acontecido hoje pra poder pôr no blog.
Há ex-namorados que vêm para bem
Na próxima encarnação, alguém me lembre de nascer em algum país menos tropical, por mais que seja o Nepal, os Andes peruanos ou a Sibéria, onde, tenho certeza, não existem pernilongos. Moro num lugar tranqüilo, perto de um centro comercial regular, praticamente dentro de uma estação de trem. Se eu tenho algum motivo para reclamar, que não seja a rua de terra, são os pernilongos (por causa da proximidade com o rio Tietê, já ouviram falar?) Desde cedo percebi que sem um ‘protector-elétrico’ (olha o merchandising aí, geeeente), qualquer batalha que eu empreenda contra tais hematófagos está fadada a ser uma batalha perdida. E como no meu quarto (assim como em todos os outros cômodos da casa) só tenho uma única tomada, se eu ligar um ‘protector-elétrico’ eu tenho que desligar o resto – e eu posso até passar a noite sendo prato-feito de pernilongo, mas nunca sem computador. A única arma que eu consegui pensar e que me foi de valia foi o repelente – eles continuam voando ao meu redor, mas pelo menos não abusam do meu ‘caldo-de-mocotó’ (meu tornozelo está cheio de marcas até hoje).
Falando nisso, não passei repelente ainda. Pausa...
Nessa de estratégias contra os pernilongos, fui até na onda ‘greenpeace’ do equilíbrio ecológico, lançando mão do controle biológico de pragas, leia-se predadores naturais contra os bichinhos-do-inferno. Um belo dia apareceu no meu quintal cheio de mato o Reginaldo, um sapo que resolvi adotar (adotar como alvo dos meus pontapés – por que será que ele foge quando eu chego perto?).

Aqui em casa tenho também as Vivianes, uma família de aranhas, mas como elas vivem nos rincões do teto, a câmera do meu celular não consegue tirar uma foto boa delas. As Vivianes adoram insetos – provas disso são as inúmeras arapucas que elas armam nos quatro cantos da casa e que amanhecem cheias de carcaças de bichos-do-capeta – mas, como não têm asas, não podem fazer milagres. Imagine se aranha voasse... aí, sim, eu teria medo delas.
Ah, a razão desses nomes tão prosopopaicos é a mesma para ambos: tanto Reginaldo como Viviane foram duas pessoas por quem eu fui cega e perdidamente apaixonado, e como o amor é cego eu não via quem realmente eles eram. Todos ao meu redor viam, claro, menos eu. Mas como um dia a verdade chega pra todo mundo, dei uma de Carolaine e fui para a luz, à la Poltergeist. Não foi tudo em vão – restou a lembrança terna e carinhosa dessas nobres personagens da minha vida, tão carinhosas e ternas que emprestaram seus doces e afáveis nomes a dois bichinhos asquerosos dos quais não quero nada mais que me aproveitar.
Dia quase totalmente em vão
Hoje saí com o meu irmão mais novo, o Abner.

Ele precisava fazer umas ‘correrias’ no Centro de São Paulo e eu, espairecer um pouco depois de uma noite semidesperdiçada na cozinha. Fomos juntos pra dar-nos mutuamente força moral para nossas empreitadas. Fiz toda uma via-crúcis no centro (Caixa – prefeitura – caixa de novo – prefeitura de novo – COHAB) pra ver se conseguia me inscrever em algum programa habitacional para enfim obter o meu próprio cafofo. Resumindo a história, foi tudo debalde. O dia só não foi totalmente inútil porque no Terminal Bandeira (onde fui me despedir do meu irmão, que ia rumo à Marginal Pinheiros) acabei topando com um soldado da PM que, por morar na cidade onde eu trabalho, sempre entra de graça na estação (mesmo sem farda algumas vezes). Diga-se de passagem, LINDO, enorme, com aquelas mãos que apertam firme a sua. Não é o caso de fuçar na cabeça do cavalo atrás de chifre, mas valeu o dia ele ter me reconhecido (”Ei, tu não é o carinha que trabalha lá na estação?”).
Só pra constar, adoro uma farda. É um daqueles fetiches que eu jamais vou realizar.
Quem conta um conto...
Fuçando nas minhas gavetas, achei um dos (milhares de) contos meus inconclusos. Quando eu apenas dava aulas e passava metade do meu dia entre trem e metrô, aproveitava o séjour involuntário no sistema de transporte metroferroviário e soltava as rendas da imaginação. O começo dos meus contos sempre é empolgante e o ritmo vai caindo conforme o negócio se estende (um misto de impotência com ejaculação precoce). Só completei um ou dois contos na minha vida e nenhum dos dois eu conservo até hoje – só ficaram os incompletos. Estou na dúvida se eu posto o conto aqui, já que não vou ter leitores... heheheh. É o relato de um dia na vida de um balconista de loja que trabalha numa rua chamada Doze de Junho... mas eu o escrevi como continuação de um conto incompleto, que eu já perdi, aliás.
Bem, já me estendi demais. Vou dormir.
P.S.: pra quem quer ver uma foto recente minha – é a foto mais ‘anos 50’ que eu tenho. Nem preciso dizer que é foto de celular e que eu estou no serviço...

Tracionado até aqui por Naná que às 23h16 não tinha nada melhor pra fazer...
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Um cozinheiro de (relativo) sucesso
No exato momento são 21h10 e a minha batata está assando. Ou melhor, cozinhando com coxas de frango.
A vida da gente está destinada a ser uma infinita pasmaceira se um dia qualquer não tomamos a iniciativa de mudar as coisas de que não gostamos. Tomei a decisão de hoje não ser mais um zero-à-esquerda na cozinha, ou pelo menos, queimar a primeira panela de arroz da minha vida.
(pausa para dar uma olhada no frango)
Eu tinha decidido cozinhar arroz, feijão e frango cozido, que são as únicas coisas que eu como na vida. Como eu não tinha a menor idéia de como se fazia nada na cozinha, entrei numa comunidade do orkut chamada “Receitas fáceis” e coloquei um tópico desesperado. Um monte de gente respondeu, dando várias receitas de frango. Gostei muito de uma de filé de frango ao sumo de laranja e pensei se não poderia experimentar. O único problema é que eu não tinha frigideira nem espremedor de laranja (só quando eu preciso de alguma coisa que eu noto a sua falta). E nem a laranja. Decidi comprar tudo de uma vez.
(pausa para olhar o frango de novo...) (voltando da pausa... pouts, o frango está uma delícia! Quase no ponto!)
A vida inteira critiquei a minha mãe quando ia às compras, que sempre voltava com um monte de coisas que não planejava comprar. Fui no Supermercado Veran de Poá (estou recebendo pra fazer propaganda, claro), que é o mais limpinho dessa cidade cheia de pó. Não sei porque resolvi ir corredor por corredor, sem saber que é exatamente como a minha mãe faz compras. Resultado: saí do mercado com um monte de peso e nada das coisas pra fazer a comida. Voltei pra casa e resolvi fazer a faxina, coisa a que pelo menos eu já estou acostumado. Lavei roupa (sabão Ariel é muito bom pras minhas roupas – olha o merchandising de novo...), passei pano no quarto cheio de pó, dei um trato na sala e fui limpar a cozinha, pensando em por último lavar a geladeira pra depois comprar as coisas pra pôr dentro dela. Só depois de ter limpado tudo na cozinha que eu fui dar conta de que eu não tirei a geladeira da tomada!! Abri o congelador e dá-lhe secador de cabelo – menos de 5 minutos pra descongelar. Agora ela está do jeito que estava quando eu comprei, um brinco.
(pausa pra olhar o frango de novo... só mais 5 minutos de fogo e pronto)
Depois de tudo, fui comprar a comida. Só na saída do mercado fui ver que em vez de comprar filé de peito eu comprei coxa e sobrecoxa... bom, o filé ao sumo de laranja fica pra outro dia, quem sabe amanhã. Imprimi as receitas que eu pude pegar, principalmente a do arroz, que, até então, era o meu maior mistério. Decido fazer o arroz primeiro, segundo a receita, e não deu nem 20 minutos e estava pronto. Nossa! Se eu soubesse que era tão fácil assim, teria tentado antes. E lá vai fazer o frango. Só agora, na última vez que eu olhei, eu vi que eu esqueci de colocar o colorau. O frango parece estar com um gosto muito bom, mas páááálido... enfim, o que importa é o gosto.
(pausa pra fazer o suco de laranja... ou vocês acham que eu ia deixar a laranja ao léu pra fazer com o filé?)
Quase queimei o frango. Ele não ficou cem por cento, mas em se considerando que foi a minha primeira vez na cozinha e o frango está ‘degustável’, acho que saí no lucro. Não tenho coador e por isso tenho que tomar suco de laranja com fiapo, que eu odeio. O arroz e as batatas cozidas ficaram, sim, cem por cento. Já me sinto feliz!!!
Bom, comer no quarto digitando no computador está um pouco incômodo, por isso vou pra sala comer na mesa. Talvez eu volte.
22h23. A conclusão da experiência de hoje foi a de que, realmente, cozinhar é uma das coisas que só guardam mistérios pra quem nunca se atreveu a aprender, como dirigir, por exemplo. Quando eu estava apanhando do gol da auto-escola, isso aos 18 anos, via pessoas jovens, velhas, homens, mulheres pra cima e pra baixo com seus carros, felizes, tristes, mas todos dirigindo. Se todos eles conseguem, por que eu também não? Tirei a carta, peguei muita prática no volante e agora não consigo mais me lembrar do tempo em que eu não sabia dirigir e a direção do carro era puro enigma. Vi que pra cozinhar é só tentar. Como diz o ditado, ‘só a prática traz a refeição’.
Tracionado até aqui por Naná que às 22h33 não tinha nada melhor pra fazer...
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